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Educação Cívica

Entenda os Poderes

O Brasil funciona com três Poderes que dividem as tarefas para ninguém mandar sozinho. Um cria as regras, outro coloca em prática e o terceiro julga — e é essa divisão que protege o seu bolso.

Sem juridiquês: aqui está quem faz o quê, com quem, e por que o Fiscal da Pátria fiscaliza o Poder Legislativo.

Os três Poderes da República

Poder Legislativo — Quem cria as regras e mexe no seu bolso

Quem compõe

Deputados Federais (513) e Senadores (81)

O que faz

Cria e vota leis, define impostos, aprova o orçamento e fiscaliza o governo.

🎯 O foco do Fiscal da Pátria: é aqui que seu bolso é decidido!

Ver como cada um votou

Poder Executivo — Quem administra e executa

Quem compõe

Presidente da República, Governadores e Prefeitos.

O que faz

Aplica o orçamento público, gerencia hospitais, escolas, rodovias e políticas de estado.

Não cria leis nem impostos sozinho: depende do aval do Legislativo.

Poder Judiciário — Quem julga e fiscaliza as regras

Quem compõe

Tribunais de Justiça e Cortes Superiores (STF, STJ).

O que faz

Julga conflitos, garante a Constituição e aplica as leis criadas pelo Congresso.

Julga de acordo com as leis aprovadas pelos deputados e senadores que você elegeu.

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Câmara e Senado: quem representa o quê

O Legislativo federal tem duas casas. As duas votam as mesmas leis — mas representam coisas diferentes.

Câmara dos Deputados

Deputados Federais — a voz do povo

São 513 no total. O número por estado varia conforme a população: São Paulo elege muitos, Roraima elege poucos. Onde tem mais gente, tem mais voz.

Senado Federal

Senadores — a voz dos estados

São 3 por estado, sempre — 81 no total. Assim o Acre tem o mesmo peso de São Paulo, mantendo o equilíbrio da Federação.

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A régua dos votos: quantos votos valem uma decisão?

Nem toda lei exige o mesmo número de votos: quanto maior a mudança, mais alta a barreira. É por isso que uma PEC trava muito mais fácil do que um projeto comum.

PEC

Proposta de Emenda à Constituição

Ex.: Fim da Blindagem (PEC 3/2021) e fim da Escala 6x1 (PEC 221/2019)

Regra máxima: 3/5 dos votos

Câmara

308

de 513 deputados

Senado

49

de 81 senadores

  • Precisa ser votada e aprovada em 2 turnos em cada Casa — dobra o tempo e o risco.
  • O Presidente não pode vetar nem sancionar: é promulgada direto pelo Congresso.
  • Faltou 1 voto? A proposta é arquivada. Não existe “quase virou lei”.

Constituição, art. 60, §§ 2º e 3º

PLP

Projeto de Lei Complementar

Ex.: regulamentação da reforma tributária (impostos)

Maioria absoluta: metade + 1

Câmara

257

de 513 deputados

Senado

41

de 81 senadores

  • Passa por 1 turno em cada Casa (regra geral).
  • Depois vai para sanção ou veto do Presidente.
  • É o caminho de temas que a Constituição mandou detalhar em lei específica.

Constituição, art. 69

PL

Projeto de Lei Ordinária

Ex.: Igualdade Salarial (PL 1085/2023) e teto dos juros do cartão

Maioria simples: quem tem mais votos

Câmara

Maioria

dos votos dos presentes

Senado

Maioria

dos votos dos presentes

  • Vence quem tiver mais votos SIM do que NÃO entre os presentes; abstenção não é voto.
  • A sessão só delibera com a maioria absoluta presente: 257 deputados ou 41 senadores.
  • Passa por 1 turno em cada Casa (em geral) e vai para sanção ou veto.

Constituição, art. 47

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Como a conta é feita: sobre o total de cadeiras (513 na Câmara e 81 no Senado), não sobre quem apareceu. Cadeira vazia ou parlamentar ausente não derruba a barra — numa PEC, um voto pode decidir. Confira o texto na Constituição Federal

A linha do tempo de uma lei (o funil legislativo)

Da ideia até virar lei, a proposta passa por 5 etapas — e em cada uma ela pode morrer. É esse caminho que o Fiscal da Pátria acompanha, voto a voto.

  1. Passo 1 · O nascimento

    A proposta nasce

    • Quem apresenta: deputado, senador, Presidente da República ou projeto de iniciativa popular (com assinaturas de eleitores).
    • Nada acontece escondido: a proposta ganha um número oficial (PL, PLP ou PEC) e fica pública.
  2. Passo 2 · Onde os projetos travam

    O filtro das comissões

    • Grupos menores de parlamentares analisam o tema antes do plenário: saúde, finanças, educação e por aí.
    • A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) pode barrar proposta inconstitucional — e o projeto morre ali, sem votação no plenário.
  3. Passo 3 · 513 deputados · o foco do Fiscal

    O plenário da Câmara

    • Votação aberta no painel eletrônico: SIM, NÃO ou ABSTENÇÃO — cada voto fica registrado com o nome de quem votou.
    • É exatamente esse voto individual que o Fiscal da Pátria audita, com link para a fonte oficial.
    • Aprovado, segue para o Senado Federal.
  4. Passo 4 · 81 senadores · Casa revisora

    O Senado Federal

    • Rejeitou? A proposta é arquivada.
    • Aprovou sem mudanças? Vai para o Presidente da República.
    • Mudou o texto? Volta para a Câmara, que dá a palavra final sobre o que mudou.
  5. Passo 5 · O fim (ou não) da linha

    Sanção, veto e a última palavra

    • O Presidente sanciona (vira lei) ou veta — total ou parcialmente.
    • Veto derrubado: o Congresso se reúne em sessão conjunta e, por maioria absoluta de deputados e senadores, faz a lei valer mesmo contra a vontade do governo.
    • Promulgada e publicada, a lei passa a valer para todo mundo — e a conta chega no seu bolso.

Dica de fiscal: quando um projeto empaca, o motivo costuma estar no passo 2 (comissões) ou no passo 4 (o Senado devolvendo o texto à Câmara). A tramitação oficial de qualquer matéria está em camara.leg.br e senado.leg.br — é de lá que sai cada voto deste site.

Por que fiscalizamos o Legislativo? Porque é ali que nascem os impostos, o orçamento e as regras que chegam ao seu prato e ao seu contracheque. O Fiscal da Pátria audita as votações nominais do Congresso — os votos individuais, registrados e públicos de cada deputado e senador — direto das fontes oficiais. Veja a metodologia.